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Roma, Itália

O que fazer em Roma: Coliseu com nome no ingresso, Trevi a 2 euros e onde ficar

Roma sem fila nem portão fechado: Coliseu com nome no ingresso, Vaticano fora do domingo, Fontana di Trevi a 2 euros e o bairro certo para dormir.

Foto: David Iliff (Diliff) · CC BY-SA 2.5

Desde 2 de fevereiro de 2026, quem não mora em Roma paga 2 euros para descer até a borda da Fontana di Trevi. O ingresso do Coliseu sai com o nome do visitante e só vale com documento na mão. E os Museus Vaticanos, que fecham quase todo domingo, abrem de graça no último domingo do mês, justamente o dia em que é mais difícil andar lá dentro.

Os lugares mais procurados de Roma agora têm regra, horário e cadastro. Quem resolve isso em casa não perde a manhã numa fila nem chega a um portão fechado.

Quatro dias, de olho no domingo

Quatro dias dão conta do básico: um para o Coliseu, o Fórum e o Palatino; um para o Vaticano; um para o centro histórico a pé; e um para Trastevere e o que tiver ficado para trás.

Veja em que domingo cai a viagem. No último do mês, os Museus Vaticanos abrem de graça e lotam; nos outros, fecham, mas a Basílica abre. No primeiro domingo, o Coliseu é grátis, sem horário marcado, sem arena e com fila longa. Se puder, deixe Vaticano e Coliseu para dias de semana.

Coliseu, Fórum e Palatino: o ingresso tem nome

Os ingressos do Parque Arqueológico do Coliseu saem pelo site oficial, ticketing.colosseo.it, e as vendas abrem 30 dias antes da data. Na alta temporada, os horários da manhã somem nos primeiros dias. A entrada no Coliseu tem horário marcado, e o bilhete é nominal: na porta, o documento precisa estar à vista junto com o ingresso. Compre com o nome que está no passaporte de cada um.

O ingresso padrão vale 24 horas e dá o primeiro e o segundo níveis do Coliseu, sem a arena, mais o Fórum e o Palatino. As versões Full Experience valem dois dias e somam o piso da arena, os subterrâneos por onde passavam feras e gladiadores, ou os níveis mais altos do anfiteatro, conforme a escolhida.

Em agosto de 2026, o ingresso padrão saía por 18 euros e a Full Experience por 24, já somada a taxa de 2 euros da compra on-line. Se conseguir, pegue a de subterrâneos e arena, que custa o mesmo e some logo na abertura das vendas; a de arena é o plano B. Com dois dias de validade, dá para separar Coliseu e Fórum, que juntos pedem umas cinco horas.

O parque abre às 8h30. De 25 de outubro de 2026 a 28 de fevereiro de 2027, fecha às 16h30, com última entrada às 15h30; no verão, vai até 19h15.

O Fórum Romano numa manhã de céu limpoFoto: Sonse · CC BY 2.0

Vaticano: o domingo atrapalha, a reserva salva

Os Museus Vaticanos abrem de segunda a sábado, das 8h às 20h, com última entrada às 18h. No último domingo do mês, abrem de graça das 9h às 14h (última entrada às 12h30); nos outros, fecham. Até o fim de 2026, fecham também em 8, 25 e 26 de dezembro.

Em outubro de 2026, o ingresso inteiro custava 20 euros na bilheteria e 25 euros pelo site oficial, com horário marcado. Pague os 5 euros a mais: na alta temporada, a fila sem reserva passa de uma hora. A Capela Sistina fica no fim do percurso; não corra pelas Salas de Rafael e pela Galeria dos Mapas, no caminho.

A Praça de São Pedro vista da cúpula da basílicaFoto: David Iliff (Diliff) · CC BY-SA 3.0

A Basílica de São Pedro tem entrada gratuita e fila de segurança no lado direito da colunata. Abre das 7h às 20h, e a fila é menor logo cedo. Roupa muito curta, regata e chapéu não são aceitos lá dentro. A cúpula tem ingresso à parte e funciona das 7h30 às 17h de 26 de outubro até o fim de março. Nas manhãs de quarta, a audiência geral do papa fecha ou lota a praça, e a Basílica só abre depois que ela termina, entre o meio-dia e o começo da tarde (em julho não há audiência).

A Galleria Borghese, com as esculturas de Bernini, na Villa Borghese, só recebe visitantes com reserva e horário marcado, em grupos pequenos. Sem reserva, não se entra.

Do Panteão à Fontana di Trevi, tudo a 15 minutos a pé

Panteão, Piazza Navona, Campo de' Fiori e Fontana di Trevi ficam a no máximo 15 minutos de caminhada um do outro. Não há metrô no trecho; ônibus elétricos e as próprias pernas resolvem.

Em dia de chuva, a água cai pelo óculo do Panteão, a abertura de quase nove metros no alto da cúpula, e escorre pelos furos do piso. A entrada é paga desde julho de 2023 e, a partir de julho de 2026, custa 7 euros (grátis até 17 anos), comprados no app Musei Italiani ou no totem da entrada.

O óculo do Panteão, no alto da cúpulaFoto: Roberto Ferrari from Campogalliano (Modena), Italy · CC BY-SA 2.0

Na Fontana di Trevi, paga-se só para descer até a água, onde se joga a moeda; da praça, atrás da barreira, a fonte continua de graça. Quem não mora em Roma paga 2 euros, das 9h às 22h (às segundas e sextas, a partir das 11h30; em algumas segundas, só às 14h), com última entrada às 21h. Na entrada, só cartão. Pelo site oficial, o bilhete não tem data marcada.

A Fontana di Trevi, num dia nubladoFoto: David Iliff (Diliff) · CC BY 3.0

Onde ficar em Roma: Trastevere para a noite, Prati para dormir

Como quase tudo se faz a pé, o bairro decide quanto você anda e quanto dorme.

Centro Storico (Navona, Panteão, Campo de' Fiori). Tudo a pé, inclusive a volta do jantar. Em troca, os preços são os mais altos de Roma, os quartos costumam ser pequenos, muitos prédios antigos não têm elevador e, no entorno do Campo de' Fiori, a noite é barulhenta.

Trastevere. Do outro lado do Tibre, com ruas estreitas de paralelepípedo e restaurantes em quase todo quarteirão. É o bairro que mais enche à noite, com romanos e turistas, e o barulho dura até tarde nos fins de semana. Não tem metrô. O bonde 8 passa pelo Largo Argentina, perto do Panteão, e termina na Piazza Venezia; a pé, a Ponte Sisto leva ao Campo de' Fiori em dez minutos. Para quem sai à noite, é a melhor base; quem dorme cedo pede quarto de fundos.

A Piazza di Santa Maria in Trastevere no começo da noiteFoto: Luca Nebuloni · CC BY 2.0

Monti. Entre a Via Nazionale, a Via Cavour e o Coliseu, tem ruas estreitas, lojas pequenas e a Piazza della Madonna dei Monti, com gente sentada na escadaria da fonte no fim da tarde. A estação Cavour, da linha B, fica no bairro, e o Coliseu está a dez minutos de caminhada. À noite, o movimento fica na praça e acaba mais cedo que em Trastevere.

Prati. Ao lado do Vaticano, com ruas largas e retas, prédios do fim do século 19 e comércio de bairro na Via Cola di Rienzo. As estações Ottaviano e Lepanto, da linha A, resolvem o transporte, e a Piazza Navona fica a uns 20 minutos a pé. À noite o bairro esvazia. Para famílias e para quem quer dormir bem, é a escolha mais tranquila.

Perto de Termini (Esquilino). Aqui estão os quartos mais baratos do centro e aqui chega o trem do aeroporto; as linhas A e B do metrô se cruzam na estação. O entorno imediato tem muitos batedores de carteira e fica pouco agradável depois que escurece. Funciona para uma ou duas noites, ou para quem chega tarde e sai cedo de trem. Se ficar ali, prefira as ruas a oeste, rumo a Monti.

Carbonara às 20h, café em pé e água da bica

Os romanos jantam tarde, e muitas cozinhas só abrem por volta das 19h30. Peça as massas de cacio e pepe, amatriciana, gricia e carbonara, o supplì (bolinho de arroz frito com queijo) e, na primavera, a alcachofra frita alla giudia. Café tomado em pé no balcão sai mais barato do que sentado. Os nasoni, bicas de ferro espalhadas pela cidade, jorram água potável.

Quando ir: abril, maio e outubro ganham de agosto

Abril, maio, o fim de setembro e outubro têm o melhor tempo para andar o dia inteiro. Julho e agosto passam dos 30 graus à tarde; visite cedo e volte à rua depois das 18h. De novembro a fevereiro chove mais, os dias são curtos e as filas diminuem, menos na Semana Santa, que enche o Vaticano; em 2027, a Páscoa cai em 28 de março.

Roma fica 5 horas à frente de Brasília no horário de verão europeu e 4 no resto do ano; em 2026, a hora muda em 25 de outubro.

Do aeroporto ao centro: trem de 32 minutos ou táxi de preço fixo

O Aeroporto de Fiumicino fica a uns 30 km a sudoeste. O Leonardo Express vai sem paradas até Termini em 32 minutos, por 14 euros; valide o bilhete antes de embarcar. O trem regional FL1, mais barato, não para em Termini, mas passa pela estação Trastevere, útil para quem vai dormir no bairro.

O táxi tem preço fixo de 55 euros (abril de 2026) por carro, para até quatro pessoas, até qualquer ponto dentro das Muralhas Aurelianas, com bagagem incluída. Só entre em carro branco, com a placa TAXI no teto e o número da licença na porta, na fila oficial. Quem aborda no saguão oferecendo transporte não é taxista.

Voos de baixo custo dentro da Europa costumam pousar em Ciampino, a uns 15 km a sudeste. O táxi tem preço fixo de 40 euros até as Muralhas Aurelianas; ônibus diretos levam a Termini.

Metrô, ônibus e o cartão na catraca

O bilhete BIT custa 1,50 euro e vale 100 minutos; os passes de 24, 48 e 72 horas saem por 8,50, 15 e 22 euros. Também dá para pagar encostando o cartão nas catracas e nos validadores. Bilhete de papel tem de ser validado ao entrar, e os fiscais multam.

A linha A do metrô passa por Termini, Spagna e Ottaviano, a do Vaticano; a B, por Termini, Cavour e Colosseo. Desde dezembro de 2025, a linha C também chega ao Coliseu, na estação Colosseo/Fori Imperiali, com conexão para a B. O metrô roda das 5h30 às 23h30, às vezes mais nas sextas e sábados. Greves de transporte são comuns e anunciadas antes; confira no site da ATAC.

A taxa que não aparece no preço da diária

A prefeitura cobra a tassa di soggiorno por pessoa e por noite, até dez noites seguidas, paga na hospedagem. Desde outubro de 2023, vai de 4 euros em hotel de uma estrela a 10 euros no de cinco (7,50 no de quatro, 6 no de três). Bed and breakfast e apartamento de temporada pagam 6 euros. Crianças até 10 anos não pagam.

Passaporte, cartão e tomada: o que resolver antes de embarcar

Brasileiro não precisa de visto para turismo de até 90 dias num período de 180 no espaço Schengen. O passaporte deve valer pelo menos três meses além da data prevista de saída. Na imigração, podem pedir passagem de volta, reserva de hospedagem e seguro-viagem com cobertura médica de 30 mil euros.

Desde 10 de abril de 2026, o Sistema de Entrada e Saída (EES) registra foto e digitais de quem não é europeu, no lugar do carimbo no passaporte. Conte com tempo extra na chegada. O ETIAS, autorização eletrônica de 20 euros, ainda não está em vigor e tem início previsto para 2027.

Cartão por aproximação funciona em quase todo lugar; Pix não existe na Itália. Leve algum dinheiro vivo. Nos restaurantes, o coperto, cobrança fixa por pessoa pelo pão e pela mesa, é legal quando aparece no cardápio. Gorjeta não é obrigatória, e arredondar a conta já basta.

A tomada é de 230 V; o plugue fino de dois pinos costuma entrar, o brasileiro de três, não. Um eSIM europeu comprado antes funciona logo no pouso.

Quatro armadilhas comuns em Roma

  • Batedores de carteira. Termini, o metrô, o ônibus 64 (de Termini ao Vaticano) e a multidão da Fontana di Trevi são os pontos clássicos. Mochila na frente, celular fora do bolso de trás.
  • Ingresso vendido na calçada. Perto do Coliseu e do Vaticano, há gente oferecendo "entrada sem fila". Compre nos sites oficiais.
  • Cardápio em dez línguas, com foto dos pratos. Colado aos monumentos, costuma ser caro e fraco. Duas ou três ruas adiante, o preço já é de bairro.
  • Carro. O centro histórico é zona de tráfego limitado (ZTL), com câmeras que multam quem entra sem autorização, e a multa pode chegar meses depois pela locadora. Para circular em Roma, não alugue carro.
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O Coliseu iluminado ao entardecer, com o céu azul-escuro ao fundo

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