Documentos para viajar para a Argentina
Brasileiro não precisa de visto para a Argentina: veja qual RG ou passaporte vale, os 3 meses de turismo, a regra para menores, o seguro e a febre amarela.
Conferido nas fontes em 17 de outubro de 2026. Regras de entrada mudam sem aviso: confirme no consulado antes de comprar a passagem e de novo perto da viagem.
RG, CIN ou passaporte: o que vale, o que não vale e o que levar para crianças
- A Argentina aceita do turista brasileiro o passaporte válido ou a carteira de identidade física, pelo acordo de documentos de viagem do Mercosul: vale o RG emitido pelos estados e a Carteira de Identidade Nacional (CIN). 124
- CNH, carteira da OAB, do CRM e de outros conselhos e certidão de nascimento não são aceitas para entrar em países do Mercosul, qualquer que seja o motivo da viagem. 3
- Com a CIN, leve o documento físico: segundo a Polícia Científica de Santa Catarina, a versão que fica só no aplicativo gov.br não é aceita nos postos de imigração da Argentina e dos vizinhos do Mercosul. 58
- A CIN tem a mesma zona de leitura do passaporte, mas só serve como documento de viagem onde o Brasil tem acordo, como no Mercosul. Em junho de 2026, o Mercosul aprovou o texto de uma atualização da lista do acordo que cita a CIN pelo nome; ela entra em vigor 30 dias depois de assinada. 47
- A Argentina não fixa prazo de emissão para a identidade brasileira, mas a Polícia Federal e o governo federal orientam que, para viajar ao Mercosul sem passaporte, ela tenha sido emitida há menos de 10 anos e tenha foto que ainda identifique bem o titular. Documento antigo, danificado ou com foto muito antiga pode ser recusado: nesse caso, leve o passaporte ou tire um novo documento. 2358
- O RG no modelo antigo continua válido até 28 de fevereiro de 2032, mas a orientação dos 10 anos de emissão vale para ele também. Quem tem a CIN deve olhar a data de validade impressa: ela vale 5 anos se foi tirada até os 11 anos de idade e 10 anos se foi tirada entre 12 e 59; a partir dos 60, não tem data de validade. 34
- Viagem para trabalhar, estudar ou morar na Argentina exige passaporte; a identidade só substitui o passaporte no turismo. 3
- Criança também precisa de documento próprio: passaporte ou identidade. 6
- Criança ou adolescente brasileiro que sai do Brasil com apenas um dos pais, com outro adulto ou sozinho precisa de autorização de viagem do outro responsável (ou dos dois), no formulário padrão do CNJ, com firma reconhecida em cartório e levada em duas vias originais (a Polícia Federal fica com uma). Viajando com os dois pais, não precisa. 911
- Até 16 anos, a autorização também pode ser a Autorização Eletrônica de Viagem (AEV), feita com tabelião na plataforma e-Notariado. 10
- Na Argentina, menor de 13 anos que entra sem nenhum dos pais (nem o responsável legal) e não é esperado por eles nem por um terceiro autorizado precisa de autorização de viagem. Se ela for feita em cartório brasileiro, precisa da Apostila de Haia e, por estar em português, de tradução para o espanhol por tradutor público argentino, com a assinatura dele legalizada pelo colégio de tradutores. 6
Fontes: 1Direção Nacional de Migrações (Argentina) — Documentação para entrar no país como turista · 2Direção Nacional de Migrações (Argentina) — Documentos de viagem do Mercosul · 3Polícia Federal · 4Ministério da Gestão e da Inovação · 5Polícia Científica de Santa Catarina · 6Direção Nacional de Migrações (Argentina) — Autorização de viagem para menores de idade · 7Mercosul · 8Ministério de Portos e Aeroportos · 9CNJ — Viagem de crianças e adolescentes ao exterior · 10CNJ — Viagem de crianças e adolescentes desacompanhados exige autorização em cartório ou por AEV · 11CNJ — Resolução 131/2011 (viagem de crianças e adolescentes ao exterior)
Sem visto, até 3 meses como turista
- Turista brasileiro não precisa de visto nem de autorização eletrônica. A permanência autorizada é de até 3 meses, prorrogável por mais 3 meses. Como turista, não se pode exercer atividade remunerada. 13
- Na imigração, o agente pode pedir a reserva de hospedagem (ou outro comprovante de onde você vai ficar que possa ser confirmado), a passagem de volta e a comprovação de que você tem dinheiro para a viagem. Tenha tudo à mão, no celular ou impresso. 3
- A declaração juramentada de entrada, com o motivo da viagem e a confirmação de que você tem seguro de saúde, está prevista na lei de migrações desde 29 de maio de 2025 (Decreto 366/2025), mas a própria lei diz que ela só será exigida depois de regulamentada, e o consulado argentino no Brasil informa o mesmo. Confira a página da Direção Nacional de Migrações antes de embarcar. 234
Fontes: 1Direção Nacional de Migrações (Argentina) · 2Boletim Oficial da Argentina · 3Consulado da Argentina em Recife · 4Lei de Migrações da Argentina (Lei 25.871)
Nenhuma vacina exigida; febre amarela recomendada em Misiones e Corrientes
- A Argentina não exige vacina nem Certificado Internacional de Vacinação para a entrada. 13
- A vacina de febre amarela é recomendada a partir de 9 meses de idade para quem vai às províncias de Misiones (onde ficam as Cataratas do Iguaçu, lado argentino) e Corrientes. Para Buenos Aires, Mendoza, Bariloche e a Patagônia, não é recomendada; para Formosa e algumas áreas de Chaco, Jujuy e Salta, em geral também não. 1
- Se for tomar a vacina de febre amarela, faça isso pelo menos 10 dias antes de chegar, o tempo para a proteção começar. Confira antes a caderneta: a vacina faz parte do calendário de rotina no Brasil e muita gente já está vacinada. 24
- De 5 a 59 anos, uma dose basta para a vida toda; criança vacinada antes dos 5 anos precisa do reforço do calendário brasileiro. Quem tem 60 anos ou mais, gestantes e quem amamenta bebê de até 8 meses devem conversar com um médico antes. 24
- Mantenha em dia as vacinas de rotina, como a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola). 1
Fontes: 1CDC (Estados Unidos) · 2Ministério da Saúde da Argentina — A vacina contra a febre amarela · 3Ministério da Saúde da Argentina — Recomendações de vacinação contra febre amarela para quem viaja · 4Ministério da Saúde
Seguro de saúde: não é conferido na entrada, mas evita pagar no hospital nacional
- Nos hospitais administrados pelo governo nacional argentino, quem não tem residência permanente só recebe atendimento comum com seguro de saúde ou pagando antes. A regra está no Decreto 366/2025, e o procedimento de cobrança vale desde 12 de agosto de 2026 (Resolução 1066/2026 do Ministério da Saúde). Emergência não pode ser negada a ninguém. 13
- O consulado argentino recomenda viajar com um seguro de saúde que cubra todos os dias da viagem. 2
Fontes: 1Boletim Oficial da Argentina — Decreto 366/2025 (texto) · 2Consulado da Argentina em Recife · 3Boletim Oficial da Argentina — Resolução 1066/2026 do Ministério da Saúde
Peso argentino e declaração a partir de US$ 10 mil
- A moeda é o peso argentino. A maior cédula em circulação é a de 20.000 pesos; também circulam as de 10.000, 2.000 e 1.000, entre outras. 3
- Na entrada da Argentina, quem leva dinheiro em espécie, cheques e outros títulos ao portador ou moedas de metal precioso que somem US$ 10.000 ou mais (ou o equivalente em outra moeda) precisa declarar à aduana argentina no formulário OM 2249-A. Para menores de 16 anos não emancipados, o limite é a metade: US$ 5.000. 1
- Na saída da Argentina, só se pode levar na bagagem dinheiro em moeda estrangeira (e cheques ou títulos ao portador em moeda estrangeira) que some menos de US$ 10.000 (US$ 5.000 para menores de 16 anos não emancipados). Valor maior só sai por banco ou outra entidade autorizada, mesmo que tenha sido declarado na entrada. 1
- Na saída do Brasil, valores em espécie acima de US$ 10.000 (ou o equivalente) exigem a e-DBV, declaração preenchida na internet e apresentada à Receita Federal antes do embarque. 2
Fontes: 1ARCA (aduana argentina) · 2Receita Federal · 3Banco Central da Argentina
Fontes consultadas
- Direção Nacional de Migrações (Argentina) — Documentação para entrar no país como turista
- Direção Nacional de Migrações (Argentina) — Documentos de viagem do Mercosul
- Polícia Federal — Posso viajar sem passaporte para países do Mercosul?
- Ministério da Gestão e da Inovação — Perguntas e respostas sobre a Carteira de Identidade Nacional
- Polícia Científica de Santa Catarina — Carteira de identidade física ainda é exigida para viagens no Mercosul
- Direção Nacional de Migrações (Argentina) — Autorização de viagem para menores de idade
- Boletim Oficial da Argentina — Decreto 366/2025 (texto)
- Consulado da Argentina em Recife — Entrada na Argentina de turistas brasileiros
- CDC (Estados Unidos) — Argentina: saúde do viajante
- Ministério da Saúde da Argentina — A vacina contra a febre amarela
- Ministério da Saúde da Argentina — Recomendações de vacinação contra febre amarela para quem viaja
- ARCA (aduana argentina) — Resolução Geral 5659/2025
- Receita Federal — Dinheiro em espécie na saída do Brasil
- Banco Central da Argentina — Cédulas e moedas em vigor
- Mercosul — Decisão CMC 10/26 (lista de documentos de viagem)
- Ministério de Portos e Aeroportos — Regras para evitar imprevistos no embarque (julho de 2026)
- Boletim Oficial da Argentina — Resolução 1066/2026 do Ministério da Saúde
- CNJ — Viagem de crianças e adolescentes ao exterior
- Lei de Migrações da Argentina (Lei 25.871) — texto atualizado
- Ministério da Saúde — Crianças podem tomar a vacina contra a febre amarela?
- CNJ — Viagem de crianças e adolescentes desacompanhados exige autorização em cartório ou por AEV
- CNJ — Resolução 131/2011 (viagem de crianças e adolescentes ao exterior)